K9 anuncia música em homenagem à “Princesa” Rosita, símbolo de dor e esperança do povo moçambicano
O rapper moçambicano anunciou que no dia 03 de Março de 2026 irá disponibilizar, nas plataformas digitais, uma música dedicada à menina Rosita a criança que nasceu no dia 01 de Março de 2000, em cima de uma árvore, na província de Gaza, devido às cheias que devastaram o sul de Moçambique naquele período.
Rosita tornou-se, ao longo dos anos, um símbolo nacional. O seu nascimento em circunstâncias extremas representou a dor de um povo fustigado por calamidades naturais, mas também a esperança de um futuro melhor. Conforme chegou a ser realçado por um antigo Presidente da República, ela simbolizava a resistência e a força do povo moçambicano.
Entretanto, depois da visibilidade pública e da alegada ligação como “afilhada” de figuras de destaque, a sua história tomou contornos tristes. Rosita enfrentou recaídas de uma doença e, infelizmente, acabou por perder a vida no dia 12 de Janeiro, em Chibuto. A sua morte ocorreu numa altura coincidente com o início de novas chuvas e cheias, numa repetição simbólica do cenário que marcou o seu nascimento.
Rosita deixa uma filha órfã, cuja situação actual é desconhecida do público. No seu texto, K9 não faz julgamentos nem deduções, mas lança um apelo directo aos órgãos competentes mídia e Estado para que esta história não tenha um desfecho ainda mais doloroso. O artista exorta que a filha de Rosita não enfrente um destino precário semelhante ao da mãe.
Mais do que uma homenagem individual, a música de K9 promete ser um retrato social. Rosita passa a representar o povo que nasce sobre árvores ou telhados em tempos de cheias, que enfrenta o elevado custo de vida, que cresce sem qualidade no ensino, que se alimenta “três vezes mal por dia” e que, muitas vezes, sucumbe num sistema de saúde marcado por fragilidades estruturais.
Com este lançamento, K9 reforça a tradição do hip-hop moçambicano enquanto voz crítica e interventiva, transformando uma história real num manifesto artístico sobre desigualdade, memória e responsabilidade social.
A expectativa é que a música, a ser lançada a 03 de Março, reacenda o debate público sobre protecção social, acompanhamento às vítimas de calamidades e o papel das instituições na preservação da dignidade humana.
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