Paulina Chiziane recebe novamente grupo de brasileiros em visita literária

A escritora moçambicana Paulina Chiziane, referência maior da literatura lusófona e primeira mulher a publicar um romance em Moçambique, voltou a ser brindada com a presença de um grupo de brasileiros que procurou, mais uma vez, ouvir da própria autora a visão que inspira a sua obra.

A visita, realizada esta semana, reafirma o impacto crescente que Paulina tem vindo a exercer não só em Moçambique, mas também além-fronteiras, em especial no Brasil, onde as suas obras fazem parte de debates académicos, clubes de leitura e movimentos culturais que se identificam com a força das narrativas femininas africanas.

Para muitos dos visitantes, encontrar Paulina é mais do que um encontro literário: é uma aproximação à história viva de Moçambique, às tradições retratadas em Balada de Amor ao Vento, às vozes femininas exaltadas em Niketche, e às memórias da guerra e da reconstrução nacional que atravessam vários dos seus romances.

Não é a primeira vez que a autora recebe grupos brasileiros. Pelo contrário, tem sido cada vez mais comum assistir ao interesse de académicos, leitores e investigadores que viajam até Maputo exclusivamente para dialogar com ela. A distinção do Prémio Camões, em 2021, ampliou ainda mais essa procura, transformando Paulina numa das figuras literárias africanas mais estudadas e visitadas da actualidade.

A escritora, fiel à sua simplicidade e ligação às raízes, recebeu o grupo com a habitual abertura, partilhando reflexões sobre tradição, identidade e o papel da mulher nas sociedades africanas temas que a tornaram uma das vozes mais respeitadas do continente.

A presença constante de visitantes internacionais reafirma não apenas a relevância da sua obra, mas também o lugar de Paulina Chiziane como símbolo da literatura moçambicana no mundo.

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