Zander Baronet anuncia despedida e reacende debate sobre apoio ao artista nacional

O artista moçambicano Zander Baronet voltou a estar no centro das atenções após anunciar publicamente a sua despedida, num desabafo marcado por frustração, fé e críticas à falta de apoio por parte do público.

Que há cerca de 10 anos demonstrou ser uma forte promessa da música moçambicana com a faixa “Ordinário”, que pode ser ouvida ou baixada na plataforma Apathany.com, o cantor recorda agora uma trajetória construída com esforço, mas que, segundo ele, não tem sido devidamente valorizada nos últimos tempos.

No seu posicionamento, Zander começa por reforçar a sua base espiritual, afirmando que antes de ser artista é “filho e servo do Deus Altíssimo”, destacando que é na fé em Jesus Cristo onde encontra força. Ainda assim, não esconde a mágoa ao abordar o desempenho dos seus lançamentos recentes.

O artista lamenta que, apesar de contar com cerca de 936 mil seguidores, a música “L.O.V”, lançada a 19 de fevereiro, ainda não tenha atingido 40 mil visualizações, enquanto o tema “Y.O.U” registou apenas 100 visualizações nos primeiros dias após o lançamento no YouTube.

Outro ponto destacado é o contraste entre o reconhecimento nas ruas e o comportamento do público nas plataformas digitais. “O mesmo povo que me abraça para a fotografia, é o que se recusa a dar um clique”, escreve, questionando a falta de engajamento online.

Para além das críticas ao apoio, Zander abordou também questões sociais, denunciando ataques dirigidos à sua esposa por conta do seu tom de pele, classificando a situação como uma inversão de valores e defendendo a valorização da identidade negra.

A sua decisão de afastamento está também ligada à sua experiência na África do Sul, onde afirma estar a encontrar maior valorização. O artista indica ainda que pretende passar a comunicar maioritariamente em inglês, olhando para um mercado mais amplo.

Entretanto, o seu desabafo gerou reações divididas entre os seguidores. Alguns demonstraram empatia, mas alertaram para a forma como o artista decidiu expor a situação:

“Se você desistir agora por causa de 100 visualizações… então ainda não era o teu momento de vencer. Um artista de verdade não anuncia saída trabalha mais e volta impossível de ignorar.”

Outros destacaram a importância da postura pública:

“Mandar o público sair e confrontar quem te segue pode afastar ainda mais as pessoas. É preciso estratégia, paciência e profissionalismo.”

Houve ainda quem relativizasse a situação com leveza:

“Também tenho 5 mil seguidores, mas posto foto e só ganho 5 cliques… mas mesmo assim não fico zangado.”

O caso de Zander Baronet reacende o debate sobre os desafios enfrentados pelos artistas moçambicanos na era digital, onde a validação muitas vezes é medida por números, mas a construção de uma carreira sólida exige consistência, estratégia e ligação genuína com o público.

Resta saber se esta despedida será definitiva ou apenas uma pausa num percurso que, para muitos, ainda tem muito por oferecer.

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