Morre Fernando Veloso, figura marcante da imprensa moçambicana
Morreu nesta terça-feira, em Portugal, o jornalista moçambicano Fernando Veloso, fundador do semanário Canal de Moçambique e do diário Canalmoz. Veloso, que tinha 71 anos, perdeu a vida vítima de doença, após vários anos de luta contra problemas de saúde que o afastaram fisicamente de Moçambique.
Nascido em 1954, na cidade da Beira, província de Sofala, Fernando Veloso iniciou a sua carreira como fotógrafo, antes de se afirmar como uma das vozes mais influentes e destemidas do jornalismo moçambicano. Em 2006, fundou o Canal de Moçambique, um dos projectos de imprensa independente mais reconhecidos do país. Antes disso, havia participado na criação do Media Fax, pertencente ao grupo Mediacoop, considerado o primeiro projecto de media privado e independente de Moçambique no período pós-independência.
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Veloso trabalhou também em publicações como o Zambeze, Savana e Notícias da Beira, construindo uma reputação de jornalista crítico, corajoso e comprometido com a verdade. Era conhecido por confrontar o poder político e denunciar casos de corrupção, promovendo a transparência e a liberdade de imprensa num contexto frequentemente marcado por tentativas de censura e intimidação.
Descrito por colegas como um “jornalista inconformado”, Fernando Veloso fez do jornalismo um verdadeiro acto de coragem, sendo admirado pela sua integridade e dedicação inabalável à profissão.
A notícia da sua morte gerou várias reações dentro e fora do país. A partir da Suíça, o Presidente da República, Daniel Chapo, expressou as suas condolências, destacando o contributo de Veloso para o fortalecimento da comunicação social moçambicana.
“Fernando Veloso fez parte daquela geração que trabalhou bastante para o crescimento da liberdade de imprensa no país”, afirmou o Chefe do Estado, endereçando “as mais sentidas condolências à família enlutada, amigos, colegas e à classe jornalística moçambicana”.
Daniel Chapo sublinhou ainda o papel de Veloso na fundação da Mediacoop e do Canal de Moçambique, enaltecendo a sua visão e o impacto duradouro do seu trabalho.
Com a morte de Fernando Veloso, Moçambique perde um dos seus maiores defensores da liberdade de imprensa, um homem que dedicou a vida à informação e à verdade, inspirando gerações de jornalistas a seguirem o mesmo caminho de coragem e compromisso ético.
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